Armas e ditadura | a classe dominante não quer "espírito santo" nem democracia

Uma coisa que me intrigava desde o meu primeiro contato com a Bíblia, foi, porque o deus bíblico precisou matar tanta gente para provar que ele era maior e que todos deveriam obedecê-lo sob pena de morte? Outro questionamento interessante era, por que ele ignorou as maiores civilizações e escolheu beduínos rudes e ignorantes do deserto arábico?

O direito selvagem da conquista dos hebreus, inspirou os conquistadores e colonizadores europeus, que baseados na Bíblia, foram responsáveis por verdadeiros genocídios de povos nativos. O deus guerreiro hebreu fascinou os povos de índole guerreira da Europa, que viram seus deuses incorporados no Deus da guerra cristão.

Milhares de anos se passaram e o arcaico deus da guerra do deserto continua mais poderoso que nunca. O ódio é o motor que move o seguidores do deus da classe dominante, que precisa dele para combater os “inimigos”: os pacifistas, humanistas, artistas, intelectuais e tudo que é civilizatório.

O mundo ficou mais perigoso com ascensão ao poder dos adeptos da “guerra santa”. A propaganda religiosa com finalidade política encontrou eco nas mentes extremistas, soldados do neofascismo global. Não há espaço no século XXI para a volta da barbárie em nome de Deus. Está na hora de uma profunda reflexão sobre o futuro antes que seja tarde.

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