Deputado bolsonarista se esconde na Câmara para não usar tornozeleira eletrônica

Alexandre Moraes autorizou a Polícia Federal e a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal a cumprirem a decisão em que obriga o bolsonarista Daniel Silveira, a usar uma tornozeleira eletrônica após novas afrontas e ameaças ao ministro da Suprema Corte. No entanto, o parlamentar alegou que a medida tomada pelo ministro do STF não pode ser cumprida enquanto ele estiver no interior do prédio do Legislativo, onde decidiu pernoitar no seu gabinete.

O ex-policial tem um histórico de indisciplinas e infrações. Antes de se tornar o deputado federal preso por atacar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Daniel Silveira havia acumulado 60 sanções disciplinares na Policial Militar no Rio de Janeiro durante os cinco anos em que integrou a corporação como soldado. O brutamonte foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após ameaçar o STF e incentivar o uso de violência contra os ministros da Suprema Corte.

Em 09/11/2021 Silveira deixou a prisão em que estava detido no Batalhão Especial Prisional (BEP). Obrigado a usar tornozeleira eletrônica, ficou proibido de “frequentar toda e qualquer rede social” e de manter contato com outros investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

Na decisão, o ministro também alertou que se Silveira poderia voltar para a cadeia  caso descumprisse qualquer uma dessas medidas. No entanto, o parlamentou voltou a afrontar e desafiar o ministro, que emitiu uma nova ordem judicial para que Daniel Silveira voltasse usar a tornozeleira eletrônica, motivo pelo qual, Silveira decidiu se hospedar na Câmara onde a ordem não poderá ser cumprida.

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