Tribunal de Contas da União delega à PGR bloqueio imediato de bens de Moro

O ex-juiz de Curitiba, julgado parcial na condenação de Lula, é suspeito de enriquecimento ilícito após deixar o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro e ser contratado pela Alvarez e Marsal. Moro, teria recebido valores de empresas que ele julgou, condenou e avalizou acordos de leniência. O TCU suspeita que as empresas que ele julgou como juiz tenham abastecido cofres da banca que ele integrou como advogado.

Apesar de alegar sempre não ter havido conflito de interesse e que nunca atuou para as empresas que julgou, o ministro Bruno Dantas afirma que os fatos precisam ser apurados porque a empresa de advocacia não esclareceu devidamente se pagou Moro por serviços prestados para empreiteiras julgadas na Lava Jato.

A Alvarez & Marsal recebeu cerca de R$ 40 milhões de empresas condenadas na Lava Jato, sendo R$ 1 milhão por mês da Odebrecht e Ativos (antiga agroindustrial), R$150 mil da Galvão Engenharia, R$ 97 mil da OAS e R$ 115 mil mensais do Estaleiro Enseada. O ministro compartilhou os dados apurados pelo TCU com a Procuradoria-Geral da República para reivindicar o imediato bloqueio dos bens de Moro.

Não tenho dúvidas de que são fatos que precisam ser mais bem apurados. Por essa razão que me causa estranheza certa atuação apressada de qualquer peticionante que pretenda interromper o fluxo natural do processo, antes mesmo da conclusão das apurações. É natural que os investigados desejem esse desfecho, mas não os órgãos de investigação, de quem se espera imparcialidade independentemente de simpatias preexistentes”.

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