O mal travestido de religiosidade e o projeto de poder das mentes doentias do país

 

E, assim, eu creio, como sempre, que o meu comportamento está de acordo com a vontade do Onipotente Criador. Enquanto me mantiver de pé, serei contra o Judeu, defendendo a obra do Senhor.” Adolf Hitler em 1924, na autobiografia, o Mein Kampf.

A CPI da pandemia revelou um verdadeiro antro no submundo do bolsonarismo. Ricos travestidos de religiosidade criaram redes de destruição de reputações que agem contra as instituições democráticas e sobretudo, o Supremo, guardião da Constituição. Os púlpitos das igrejas foram transformas em locais de propagação do ódio contra a esquerda e minorias tachadas de “comunistas” a ser combatida. São verdadeiros sepulcros caiados que não escondem a podridão dentro de si.

O modus operandi é o mesmo da Alemanha nazista: "Gott mit uns", Deus está conosco. Antes de ser exterminados fisicamente, os judeus tiveram suas reputações assassinadas pela propaganda nazista, que os acusavam de deicídio. As ideias nocivas a respeito dos judeus como o povo que “quis matar o Senhor Jesus Cristo” foram embutidas na civilização cristã durante a Idade Media. Portanto, não foi difícil para os arquitetos do nazismo viabilizar um projeto de poder a partir da religiosidade do povo alemão.

Ludwig Müller, Ideólogo do Partido Nazista, chefiou os “cristãos alemães” (Deutsche Christen) e mais tarde tornou-se Bispo da Igreja do Reich. Müller era um revisionismo que considerava Jesus Cristo como sendo ariano e defendia que o cristianismo atual teria sido corrompido pelos judeus. Ele pretendia depurar o cristianismo positivista gradualmente e nazificar todas as igrejas protestantes da Alemanha, para fazer valer a “cosmogonia nazista” sobre a origem do povo ariano.

A bolsonarização das igrejas evangélicas no Brasil é análoga ao projeto nazista de controle social das massas. A utilização da religião como projeto de poder sempre terminou em tragédia. “Ou o Brasil 'acaba' com Bolsonaro, ou Bolsonaro acaba com o Brasil”. O país não aguenta mais tantas ameaças antidemocráticas e perda de direitos do cidadão.

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