Nem esquerda nem direita; o niilismo político de Ciro Gomes.

 

Ciro Gomes nunca foi de esquerda, a rivalidade entre o ex-governador do Ceará e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem de longe. Ciro Gomes deixou o governo do Ceará (1991-1994) com o mais alto índice de aprovação entre governadores de 12 Estados pesquisados pelo Datafolha. Uma aprovação que lhe rendeu o convite para assumir a pasta da Fazenda no governo de Itamar Franco, onde permaneceu por tumultuados 116 dias.

Com um temperamento forte e declarações polêmicas, Ciro (PSDB) entra em choque com ninguém menos que Lula, líder sindical dos metalúrgicos do ABC paulista. Foi um embate de proporções nacionais que se repetiria nas corridas presidenciais de 1998 e 2002. Lula tentou uma aproximação com Ciro para derrotar Bolsonaro em 2018, mas sem sucesso.

Cogitado ara ser vice de Lula em 2022, teve o apoio da esquerda, mas escolheu seguir o conselho do extremista Olavo de Carvalho e voltou-se contra o maior líder da esquerda latino-americana. Eloquente no discurso, Ciro confiou na sua lábia e adotou a tática da direita, criminalizar a política. A fake news contra Lula revoltou a esquerda. 'Que fim de carreira', disse Gleisi gleisi Hoffmann após fake news.

Ciro Gomes, relacionou Lula à Prevent Senior, atual foco da investigação da CPI da Covid. Uma agressão que deixou o candidato a presidente pelo PDT ainda mais isolado e sem perspectiva de disputar o segundo turno. Ciro se tornou uma persona non grata tanto para a direita como para a esquerda. Com apenas 5% das intenções de votos, entra no nilismo político de onde dificilmente sairá.

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